quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vale a pena comprar câmeras e outros equipamentos no exterior?


Como todos já sabemos, tudo que é comercializado em nosso país sofre uma tributação absurdamente alta. Isso não é diferente com equipamentos de foto e vídeo, que têm uma tributação média de 70% de seu valor original. Uma alternativa é comprar os equipamentos em outros países, onde a carga tributária é mais racional. Para o barato não sair caro devem ser tomados alguns cuidados:
- Conhecer bem a loja onde vai comprar ou ter boas referências dela.
- Saber muito bem qual equipamento vai ser adquirido e suas especificações.
- Verificar se o aparelho não é recondicionado (“refurbished” identificado por um “R” ou um ponto ou furinho no final do seu código de barras) e se for qual o seu estado real e a garantia dada. Isso não quer dizer que o produto é ruim, mas o preço deve ser quase a metade do valor dos novos.
- Evite pedir para alguém que não conhece equipamentos trazê-los para você.
- Questionar se a garantia do produto é mundial e qual o período de cobertura no Brasil.
- No Paraguai, geralmente, o valor é 30% mais caro do que nos EUA e Europa e nem sempre existe a garantia.
- Produtos direcionados ao mercado americano são inferiores aos europeus em qualidade e durabilidade e também são mais caros.
- Se a compra for pela Internet, verifique se os impostos e o valor do frete já estão inclusos no preço, além do tipo de envio, embalagem e seguro.
- É interessante, também, o equipamento possuir menu de instruções e operação em Português ou Inglês e ser compatível com as normas nacionais.
- Desconfie de valores muito abaixo da média das lojas. Normalmente não há muita variação de preços entre as lojas do ramo, a não ser em promoções rápidas.
- Em viagens ao exterior, você pode trazer uma câmera sem pagar impostos desde que ela já tenha sido usada. No caso, a câmera não entra na cota de U$ 500,00 em compras estipulada pela Receita Federal.Seguindo estes conselhos, é só escolher o equipamento ideal e boas fotos!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dicas e cuidados básicos com sua câmera na praia


Atualmente, é comum as pessoas viajarem para as regiões litorâneas e levar seus equipamentos de foto e vídeo para registrar as tão merecidas férias. Para evitar dores de cabeça com a câmera e as imagens produzidas, devemos seguir alguns conselhos importantes:
- Mesmo na praia e com céu aberto, utilize flash sempre que o sol estiver atrás das pessoas fotografadas a fim de evitar que os rostos delas fiquem escuros ou com sombras muito carregadas. O efeito é ótimo!
- Se sua câmera possuir rosca para filtros leve um polarizador, que deixa o céu mais azul e a água transparente, além de ajudar a diminuir a claridade excessiva areia.
- Pode usar a câmera no automático, mas o interessante é utilizar o ISO (sensibilidade do sensor ou filme) fixado normalmente em 200, pois permite uma regulagem que deixa o céu mais azul e bonito.
- Evite fotografar pessoas ao sol do meio dia, que, além de não ser aconselhável para a pele, deixa sombras muito acentuadas no rosto.
- Evite a troca de lentes, se sua câmera permitir, pois possibilita a entrada de areia ou sujeira no corpo e, consequentemente, no sensor.
- Se não for usar, guarde. Evite ficar com a câmera exposta a areia e maresia.
- Ao entrar e sair de ambientes com temperaturas muito diferentes, como um lugar com ar-condicionado, por exemplo, mantenha a câmera dentro da mochila ou bolsa. A diferença de temperatura pode trazer problemas de condensação de água (embaçamento) na lente. Se isso ocorrer, apenas espere. Não tente esfregar nada, pois a areia adere na umidade e a possibilidade de riscos na lente é grande.
- Muito cuidado com as mãos ao manusear a câmera. O suor faz com que a areia grude nas mãos sem que percebamos.
- Muitos fotógrafos tendem a limpar a lente com a camisa, pano ou até lenço. Essa é uma prática comum, porém, a praia não permite isso. Qualquer grão de areia na lente, ao ser arrastado, pode riscá-la. O ideal é a utilização de um pincel específico para remoção de poeira nas lentes.
- Porta-malas é melhor que banco: se for deixar o equipamento no carro, prefira o porta-malas. Além de mais seguro, já que nenhum bisbilhoteiro vai vê-lo no banco, a temperatura no porta-malas tende a ser bem menor que da área interna do carro.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Câmera digital usada é um bom negócio?


No caso de amadores e iniciantes na profissão de fotógrafo, depende. Fatores importantes a serem considerados são: idade, uso e marca da câmera, além, é claro, do preço.   Existem marcas que são famosas pelas inovações; outras, pela durabilidade e algumas por ambos os quesitos.  Também devemos dar atenção especial ao fato de as câmeras digitais terem dado um salto tecnológico gigante de cinco anos para cá: o comum eram câmeras de 5 a 6 megapixels, enquanto o padrão de hoje é de 10 a 14 megapixels, somente como comparação. Para quem gosta de filmar, esqueça as câmeras veteranas, pois não têm qualidade de vídeo razoável.  Seguem algumas observações importantes ao adquirir sua câmera digital usada.
- Se pretende filmar, prefira câmeras que aceitem cartões acima de 4GB, ideais para vídeo, por terem tecnologia mais avançada, conforme disse em matéria anterior.
- Abaixo de seis megapixels, prefira câmeras que utilizam filme, que dão melhor resultado e são bem mais baratas novas.
- Câmeras que “juram que têm” 12 megapixels e são nove em um, mas não aceitam cartões acima de 2 ou 4GB, não devem nem ser consideradas como opção, pois são piores do que um celular antigo de 0,5 megapixel. Qualquer câmera de 12 megapixels aceita cartões de até, no mínimo, 16GB.
- Prefira câmeras que utilizam cartões padrão SD, mais populares e aceitos em qualquer leitor atual, além de serem bem mais baratos. Uma câmera com cartão que não é mais fabricado também não é uma boa opção, pois você pode ter problemas para descarregar as fotos depois.
- Se a câmera utilizar bateria, devemos considerar que a vida útil de uma bateria é de quatro a cinco anos, e ela poderá não ser mais fabricada depois. Há baterias e alguns tipos de pilhas que podem custar mais do que a própria câmera.
- Existem programas gratuitos para descobrir quantas fotos já foram feitas com uma câmera digital; basta tirar uma foto e passar o programa escolhido, lembrando que câmeras amadoras têm uma vida útil de 5 a 15 mil fotos em média, dependendo da marca e do tipo de uso.
Os preços das câmeras digitais novas estão bastante atrativos e há várias marcas de boa qualidade disponíveis no mercado, mas uma seminova pode ser um ótimo negócio, tomando-se os devidos cuidados. 

terça-feira, 20 de março de 2012

Pilhas ou Baterias? Qual a melhor?



Em se tratando de equipamentos portáteis para foto e vídeo, sejam analógicos ou digitais, encontramos, basicamente, dois tipos de fontes de energia: pilhas e baterias.

As pilhas são encontradas, principalmente, em três tipos.
- Pilhas comuns de 1,5V: não são indicadas para aparelhos de foto ou vídeo, pois tem baixa duração e instabilidade na voltagem. Alguns aparelhos nem funcionam com elas.

- Pilhas alcalinas de 1,5V: Largamente utilizadas em aparelhos eletrônicos em geral, têm duração e qualidade de carga bem superior às das pilhas comuns, mas não são indicadas para profissionais, ou para quem tira muitas fotos. No caso de equipamentos para vídeo, elas ficam praticamente descartadas, pois permitem muito pouco tempo de gravação.

- Pilhas recarregáveis de 1,2V Ni-MH: são, de longe, as mais indicadas para fotografia e vídeo. Vejam algumas características:
    ▪ pilhas de Ni-MH (níquel-metal-hidreto) não agridem tanto o meio-ambiente como as antigas e não mais fabricadas Ni-Cd (níquel-cádmio), além de não terem “efeito memória” e nem alteração de voltagem considerável;
    ▪ permitem, na maioria dos casos, filmagens de mais de uma hora ou mais de 250 fotos com uma carga;
    ▪ têm vida útil em torno de mil recargas, no caso das boas marcas;
    ▪ sua potência de carga é descrita em “mAh”(miliamper-hora). Os modelos mais indicados são os de 2000 a 2700 mAh (valores acima disso são de pilhas falsificadas ou de baixa qualidade); e
   ▪ são recarregadas em uma a seis horas, dependendo do modelo e potência.

As baterias para foto e vídeo são encontradas em dois tipos principalmente:
- Baterias alcalinas de lítio: São utilizadas em alguns aparelhos e têm boa durabilidade, mas seu custo é altíssimo.

- Baterias recarregáveis: Apesar do preço alto, são bastante compactas e permitem várias recargas. Carregam mais rápido que as pilhas e apresentam autonomia semelhante.

*Jamais misture pilhas de diferentes marcas e potências ao utilizar ou recarregar. Isso compromete a eficiência e durabilidade delas. 
*Marque no corpo da pilha ou bateria a data de início de uso. Baterias e pilhas com maior tempo de uso tendem a ser menos eficientes. 

As diferenças básicas entre pilhas e baterias, na prática, são: tamanho, menor nas baterias; e preço, menor nas pilhas. Uma dica importante é: se não quiser câmeras com pilhas, opte por uma que carregue a bateria fora da câmera, pois, se carregar a bateria na própria câmera, na hora da carga não poderá utilizá-la. Se preferir câmeras ultracompactas, elas serão, necessariamente, a bateria. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Como escolher melhor sua câmera fotográfica


Apesar do domínio das câmeras digitais no mercado atual, há de se convir que ainda existam muitos usuários de câmeras de filme. A pergunta é:
- Qual a melhor escolha na hora da compra? Qual delas vai registrar melhor seus momentos inesquecíveis?
Câmeras de filme dependem da qualidade de suas lentes e dos filmes propriamente ditos, além de uma boa revelação.
No caso das digitais, existem vários detalhes a serem considerados:
Megapixel é importante?
A quantidade de megapixels de uma câmera conta, mas não é o único fator para se conseguir fotos de qualidade. Para se ter uma ideia dos tamanhos possíveis, uma resolução de 3 megapixels permite imprimir fotos com uma boa qualidade no formato de 10 x 15 cm, que é o mais comum para ampliações.
Lentes são fundamentais
Tão importantes quanto os megapixels, as lentes respondem diretamente pela qualidade das câmeras digitais, pois são elas que definem a quantidade e a qualidade de luz que é capturada no momento de tirar a foto. Não adianta ter muitos megapixels de captura se as lentes não forem de boa qualidade.
Espaço para guardar as imagens
As câmeras digitais possuem entradas para cartões de memória de vários formatos. Para diminuir o tamanho de seus equipamentos e reduzir custos, a maioria dos fabricantes está adotando o SD (Secure Digital). Ele é bem pequeno e já consegue chegar até 64 GB de capacidade, além de ter custo bem reduzido em relação aos dos concorrentes.
Dicas importantes:
- Somente adquira câmeras de lojas idôneas que forneçam nota fiscal e garantia.
- Verifique se sua câmera possui lentes de cristal ótico ou plástico. (descarte a segunda opção!).
 - Somente adquira produtos de marcas conceituadas.
- Megapixel deve ser “efetivo”! Muitas marcas enganam o consumidor com megapixels “interpolados”, isto é, que multiplicam de forma mentirosa a verdadeira resolução da câmera.
- É importante ter a opção de utilizar pilhas ou baterias recarregáveis, o que aumenta o desempenho e a economia na utilização das câmeras, tanto de filme como digitais.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Qual a origem das câmeras digitais atuais?

Assim como acontece quando nossas crianças fazem novos amiguinhos e queremos saber quais as referências dos mesmos, não é diferente com as câmeras que pretendemos comprar e suas marcas. Com o advento da fotografia digital, surgiram novas marcas que, para quem conhece o meio, nunca tiveram tradição. Para facilitar a escolha da próxima câmera, relacionei as principais marcas e suas principais referências. Como não existe mágica, as principais marcas hoje estão associadas a empresas que estão há, pelo menos, 50 anos na fotografia! 

- Panasonic – Linha Lumix – Trabalha na plataforma da Olympus e também utiliza lentes Leica alemãs, consideradas por alguns como as melhores do mundo.
- Fujifilm  Apesar de já ser tradicional no meio fotográfico, a Fuji se associou a Nikon na era digital, compartilhando sensores e lentes. Mantém, ainda, em produção, sua linha de lentes Fujinon, bastante utilizadas em cinema e publicidade.
- Sony  A tradicional marca de eletrônicos japonesa adquiriu a base industrial de câmeras fotográficas da consagrada Minolta, além de ter comprado também a empresa Cosina, licenciada para produzir no Japão as fabulosas lentes Carl Zeiss, utilizadas até pela NASA, também entre as melhores do mundo.
- Kodak  Inventou tudo o que se possa imaginar em fotografia digital. Tem associações com Nikon e Canon, além de outras empresas de renome. Assim como os ingleses, que inventaram o futebol e não evoluíram por um bom tempo, a Kodak não investiu em sua própria criação e, recentemente, anunciou o abandono da produção de equipamentos de foto e vídeo digitais a fim de se reestruturar financeiramente. Publicarei em breve um post sobre a história desta importante empresa de fotografia.
- Phase One  Grupo escandinavo produtor de sensores de altíssima qualidade que adquiriu a Mammyia, empresa famosa pelas suas câmeras profissionais de médio formato.
- Samsung  Talvez a maior empresa de eletrônicos do mundo atualmente. Trabalha com ótica e tecnologia da Pentax, outra jurássica empresa do meio fotográfico e que tem produtos de extrema qualidade e preços bem interessantes.

Canon e Nikon são hours concours. São como a Apple e a Microsoft da fotografia. Uso Nikon por preferência, mas não dispenso uma boa Canon.
Tirando a Phase One, direcionada a profissionais, as demais marcas estão em quase todas as lojas de eletrônicos e, dependendo da sua necessidade, qualquer uma será uma ótima escolha.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Simulador de Câmera SLR

Vejam que interessante este simulador de SLR da CameraSim. Os controles são todos ajustáveis para que se tenha a noção exata de como funciona uma câmera em suas diferentes configurações. Divirtam-se!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Apagou suas fotografias por acidente? Não se desespere!

Hoje em dia, com a popularização da fotografia e vídeo digital, é comum as pessoas deixarem suas fotos e vídeos gravados em cartões de memória e em HDs de computadores. Suas imagens podem ficar arquivadas nestas mídias, mas elas estão mais sujeitas a panes e, quando isso ocorre, seus registros de momentos inesquecíveis se apagam com tudo que estiver gravado. Na maioria dos casos, isso é reversível e os dados podem ser recuperados. É um processo que pode demorar minutos ou até dias, mas que recupera todos os dados perdidos. Quando ocorre uma pane dessas, o importante é não mexer mais na mídia (cartão ou HD) e levá-la a um técnico para a tentativa de recuperação dos arquivos. Evitem “fuçadores”, que podem danificar ainda mais a mídia e destruir de vez seus registros. Normalmente, se recupera de 90 a 100% do que foi apagado e o serviço pode custar de R$ 20,00 a R$ 500,00 dependendo da quantidade de arquivos. Cartões de memória falsificados não permitem a recuperação, pois, normalmente, danificam quase todos os arquivos antes de falharem.
Valem as dicas:
- Se seu cartão apagar pare de usá-lo imediatamente e leve-o a um técnico para recuperação. Uma única foto gravada após o problema pode impedir a recuperação dos dados.
- Cuidado ao comprar cartões de memória e HDs. Temos muitos produtos duvidosos no mercado e não há milagres. Desconfiem de marcas desconhecidas ou preços muito baixos e exijam garantia e nota fiscal dos produtos.
- Gravem seus arquivos em CD ou DVD, que são mais seguros e podem armazenar até 12GB em mídias mais modernas (CDs e DVDs devem ser revisados e até copiados novamente a cada cinco anos em função de eventuais riscos e de um tipo de fungo que pode provocar a perda total dos dados gravados).
- Evitem utilizar a capacidade total dos cartões e HDs. A maioria dos problemas ocorre em situações onde a mídia está no limite de gravação.
- Programas gratuitos para recuperação de arquivos podem, além de não recuperar, danificar ainda mais as mídias.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Manuais Explicativos Adobe

Essa vale para quem resiste em ler manuais de instruções:
 No site da Adobe estão disponíveis para download os manuais explicativos de todos os seus programas. Para quem já sabe o básico é uma mão na roda, pois são de fácil compreensão e divididos por tópicos que podem ser consultados de acordo com o interesse. Vale dar uma espiada e explorar melhor os incríveis recursos do pacote Adobe.
www.adobe.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Qual a melhor escolha? Uma câmera que filma e fotografa ou uma filmadora que tira fotos?

Antes de comprar um equipamento, é bom saber se o objetivo é somente fazer bons vídeos ou se existe também o interesse em tirar fotos de boa qualidade. Ao escolher é preciso ter em mente os seguintes fatores:
- Câmeras digitais compactas podem gravar bons vídeos, algumas até em Full HD, mas com algumas limitações, como não gravar de forma contínua, principalmente nos modelos mais baratos. Como não se trata de um aparelho para filmar e sim para fotos, imagens com movimentações rápidas ou ambientes de pouca luminosidade, acabam não rendendo tão bem quanto uma filmadora. Por outro lado, tem ótima qualidade quando se trata de fotografia, tendo resoluções atualmente entre 12 e 16MP. Recomenda-se o uso de cartões de memória específicos para vídeo, que têm resposta de gravação bem mais rápida do que os comuns e evitam as famosas travadinhas em alguns quadros.
- Filmadoras: Uma filmadora digital atual permite a gravação de imagens nítidas e em resolução Full HD, mas as fotos tiradas apresentam, via de regra, baixa qualidade. Isso se explica, em parte, pelo sensor de resolução máxima entre 1,5 e 3MP e de tamanho reduzido, presente nas melhores filmadoras.
Fica claro que cada câmera, seja ela filmadora ou fotográfica, é capaz de fazer bons vídeos. O fato é que cada uma mantém foco no seu propósito principal, foto ou vídeo. Se você quer vídeos curtos com a família em viagens ou na festa dos amigos, uma câmera digital que grave vídeos em alta definição será perfeita, além de ser mais barata, mas se você precisa de vídeos mais longos e com alta qualidade, opte por uma filmadora.
Esclareço aqui, que tratamos de equipamentos de uso amador, pois, no mercado profissional já existem câmeras fotográficas que são utilizadas até em produção de filmes para séries de TV e comerciais devido à altíssima qualidade, com preços até 20 vezes superior ao das compactas amadoras citadas, mas ainda bem mais baratas que as filmadoras profissionais.

domingo, 15 de janeiro de 2012

FOTOGRAFIA PINHOLE - Fonte: UFMG

Vejam abaixo, uma maneira muito interessante de se fazer fotografia de uma forma bem alternativa. O tutorial foi copiado da página da UFMG, que faz um trabalho muito legal com este tipo de arte fotográfica e promove exposições com os resultados obtidos.
Pinhole é um processo alternativo de se fazer fotografia sem a necessidade do uso de equipamentos convencionais. Sua câmera artesanal pode ser construída facilmente utilizando-se materiais simples e de poucos elementos. O nome inglês Pinhole ou Pin-Hole pode ser traduzido como “buraco de agulha” por ser uma câmera fotográfica que não possui lentes, tendo apenas um pequeno furo (de agulha) que funciona como lente e diafragma fixo no lugar de uma objetiva. Também conhecida como câmera estenopeica, a pinhole é basicamente um compartimento todo fechado onde não existe luz, ou seja, uma câmara escura com (normalmente um) pequeno orifício. A diferença básica da fotografia pinhole para uma convencional está em sua ótica. A imagem produzida em uma pinhole apresenta uma profundidade de campo quase infinita, ou seja, tem um foco suave em todos os planos da cena (tudo está focado).
 

CONSTRUÇÃO DA CÂMERA PINHOLE

 Para se fazer uma pinhole é muito fácil; basta termos à mão o material necessário, que pode ser desde uma simples caixa de sapatos, latinha de leite em pó ou algo semelhante (desde que tenha tampa) como uma caixa de madeira um pouco mais elaborada. O primeiro passo é transformar esta caixa numa câmara escura. Para isso é necessário escolhermos uma caixa com uma tampa que vede bem o interior da mesma. Com tinta preto-fosco pintamos o interior da câmara, inclusive a tampa. Podemos também utilizar um papel cartão preto para forrar a câmara, ao invés da tinta. O importante é mantermos a câmara realmente escura. Depois, com o auxílio de uma agulha, furamos um pequeno buraco em uma das laterais da caixa/câmera. Em alguns casos, onde a dureza do material usado para câmera não permite um furo perfeito (que é fundamental), devemos então fazer um buraco maior e colar sobre ele um pedaço de papel alumínio ou um retalho de latinha de cerveja e neste sim, fazermos o furinho de agulha. Isto irá facilitar e melhorar o trabalho.



É importante observarmos que o tamanho do furo deve ser o menor possível, com um diâmetro que não ultrapasse o da ponta da agulha. Isto é relevante em termos de definição focal e nitidez na imagem gerada pela pinhole. Devemos entender que uma imagem desfocada é conseqüência de um furo muito grande, isso em relação ao tamanho da câmera pinhole. Quanto menor a câmera, menor deve ser o furo. Evidentemente que para cada tipo e tamanho de câmera, haverá de ser este furo proporcional à distância focal. Considerando que para uma pequena câmera, tipo caixinha ou lata, fazemos um furo com agulha, para uma câmera de grandes proporções, podemos chegar a um furo com diâmetro de um dedo polegar. Podemos também usar tabelas de cálculo para conseguimos um furo no tamanho ideal e preciso.  Contudo, nada se compara ao entendimento empírico, experiência artesanal e a simplicidade. Os resultados são sempre mais encantadores. Chamamos de plano focal a distância ideal onde a imagem é
projetada com o melhor foco.
 
O segundo passo será o de verificarmos que não exista nenhum outro ponto por onde a luminosidade externa possa entrar além do orifício já feito. Este por sua vez deverá ser vedado pelo lado de fora da pinhole com um pedacinho de fita isolante preta, que servirá como o dispositivo de controle da entrada de luz no interior da câmera. Temos assim uma câmera fotográfica Pinhole pronta para o uso. Basicamente, a câmera é feita assim. Podemos, à medida em que vamos experimentando, aperfeiçoar um pouco mais e adaptar a pinhole ao nosso modo e conforme a meta que pretendemos atingir.

 

TAMANHOS & FORMATOS PINHOLE

O tamanho e o formato das imagens que a câmera produz depende, quase sempre, do tamanho e formato usados para construí-la. Como foi dito anteriormente,  podemos fazer e usar câmeras pinhole de todo tipo e tamanho. E conseguirmos os mais diversos efeitos. Se por exemplo, a idéia é obter fotografias com efeitos distorcidos, tipo grande angular,  podemos usar uma lata redonda para ser a câmera ou então colocarmos o material sensível à luz (papel fotográfico ou filme) curvado lá dentro. Se fizermos ao invés de um, dois ou mais furos na câmera, teremos imagens sobrepostas e duplicadas. Dupla exposição também provoca sobreposição de imagens. Esses e outros efeitos podem ser conseguidos e explorados, dependendo tão somente da engenhosidade e criatividade de cada um.
 
ALGUNS MODELOS DE CÂMERAS PINHOLE 
CÂMERAS PINHOLE DE PEQUENOS FORMATOS
 
CÂMERA PINHOLE ESTEREOSCÓPICA C/ DOIS 
FUROS PRODUZ IMAGENS DUPLAS COM EFEITOS ÓTICOS 3D

CÂMERA DE MADEIRA COM VARIAÇÕES DO PLANO E DISTÂNCIA FOCAL. ESTE TIPO DE CÂMERA 
 PERMITE CRIAR IMAGENS COM OPÇÕES DE DISTÂNCIAMENTO ENTRE O FILME E O FURO, VARIANDO O TAMANHO E A COMPOSIÇÃO DO OBJETO FOTOGRAFADO. 
CÂMERA 360 GRAUS COM VÁRIOS FUROS EM VOLTA DA LATA QUE PERMITE O REGISTRO DE IMAGENS DIVERSAS POR TODOS LADOS. O RESULTADO PODE SER AINDA MAIS SURPREENDENTE.
 

CÂMERA PINHOLE PARA FILMES 35mm. A GRANDE VANTAGEM DESTE MODELO É PERMITIR VÁRIAS 
       TOMADAS DE UMA SÓ VEZ, ALÉM DA POSSIBILIDADE DE SE FAZER CÓPIAS AMPLIADAS. 
O TAMANHO, O FORMATO E MAIS UMA SÉRIE DE DETALHES DE UMA PINHOLE SÃO COISAS 
 QUE  CADA UM DEVE DESCOBRIR E ADEQUAR A SEU GOSTO. O DESENVOLVIMENTO 
E (EM CONSEQUÊNCIA) A QUALIDADE DAS FOTOGRAFIAS IRÃO SURGINDO CONFORME 
O ENVOLVIMENTO DA PESSOA COM O PROCESSO. 
 

COMO MANIPULAR E FOTOGRAFAR COM A PINHOLE
   
  Usar a câmera pinhole é muito simples. Primeiramente precisamos lembrar que o material usado dentro da câmera (o filme que originará o negativo) requer certos cuidados na hora do manuseio. Devemos lembrar que este material é sensível à luz; portanto, o carregamento da câmera deve ser feito em um local seguro, que evite a velação do papel/filme. Em princípio, podemos usar na pinhole qualquer tipo de filme ou papel fotográfico para registrarmos uma imagem. Mas normalmente e para termos total controle do processo, usamos na produção do negativo, o papel fotográfico para P&B ou filmes ortocromáticos de artes gráficas (fotolito) com baixa sensibilidade, semelhante ao papel. A vantagem de se usar este material é a de termos a possibilidade de manuseá-lo com segurança, podendo ver o que estamos fazendo sob uma luz vermelha, que não danifica o filme. Assim, para carregarmos a pinhole com papel/filme, basta fixá-lo na parede interna da câmera, centralizando-o frente ao orifício e tampar a caixa.
 
Para se fotografar com esta câmera é necessário uma exposição prolongada. No momento da tomada da foto, a câmera deve
estar apoiada sob uma base firme, evitando como resultado uma imagem tremida. É preciso praticar várias vezes alternando para mais ou para menos a exposição e tomando sempre o cuidado de anotar os tempos, para se chegar a um resultado satisfatório.  
Uma dica:
Quanto maior a câmera, ou melhor, quanto maior a distância do furo ao filme/papel, maior deve ser o tempo de
exposição. Este tempo está também relacionado à quantidade de luz da cena que queremos fotografar. Não espere conseguir imagens noturnas com apenas alguns minutos de exposição. A luz tem um papel fundamental. A composição de uma fotografia e seu enquadramento também depende de experiências previamente realizadas, pois a Pinhole não possui um visor. Esta talvez seja uma de suas características principais; mais uma vez, vale o elemento surpresa. =================================
   




PINHOLE EM CÂMERAS FOTOGRÁFICAS CONVENCIONAIS
  

Podemos transformar uma câmera fotográfica comum, numa câmera pinhole. Basta que esta câmera tenha um controle de tempo que nos possibilite uma exposição prolongada (tempos B ou T no botão do obturador). Câmeras em que podemos deixar a  luz incidir sobre o filme pelo tempo que quizermos. Como sabemos, para se fotografar com uma pinhole é preciso de tempo às vezes longos, às vezes nem tanto. Depende da quantidadede luz sobre a cena que desejamos fotografar. A transformação não exige grandes adaptações e nem prejudica o equipamento - é simples. O material necessário é somente papel cartão preto (tipo fotoplus), tesoura, lápis ou compasso, agulha e fita adesiva. Podemos construir uma pinhole para uma câmera com ou sem objetiva. Existem diferenças: Com objetiva (lente) - Quando vamos fazer uma câmera pinhole usando suas próprias lentes, na verdade estamos apenas criando um novo e menor diafragma, tendo assim uma maior profundidade de campo, ou seja, dando condições para que toda a cena esteja em foco, do primeiro até o último plano. Para este tipo, nós precisamos recortar no papel cartão um círculo que tenha o mesmo diâmetro da objetiva. Tire as medidas pela circunferência de um filtro qualquer da objetiva e fure o centro do círculo. O tamanho do furo não precisa necessariamente ser minúsculo, considerando o fatoda câmera  possuir a lente que corrige o foco. O círculo de papel cartão deve ser fixado em frente a lente, como um filtro. Está pronta para usarmos!



Sem objetiva - A pinhole para uma câmera sem objetiva é autentica, pois sua imagem será gerada sem uma lente de correção. É uma verdadeira pinhole com recursos de uma câmera convencional. Para esta, usaremos o mesmo processo de confecção da primeira, com o detalhe para o círculo de papel que deve ser feito com mais cuidado. O furo deve ser feito com a ponta de uma agulha fina. Observaremos se o buraco não apresenta rebarbas de fibras, que podem comprometer a qualidade da imagem. A seguir, tiramos a objetiva da câmera e em seu lugar fixamos o círculo de papel cartão. Devemos vedar bem ao fixarmos nosso pinhole, evitando que a luz entre por outros lugares senão o pequeno orifício. Está pronta!

 
Nos dois casos apresentados, a maneira de se fotografar é a mesma. A câmera deve estar com o obturador regulado em tempo B ou T. A exposição exige um tempo que, mesmo sendo pequeno, precisa que a câmera esteja bem apoiada para evitar uma imagem tremida ou borrada. Neste tipo de experiência estamos somando a técnica da pinhole com a de um equipamento convencional. O resultado é uma fotografia essencialmente pinhole, com inúmeras vantagens e os recursos que uma câmera 35mm pode nos oferecer,  além da possibilidade de uso dos diversos tipos de filmes (P&B, Cor, Infra-vermelho, Cromo, Gráficos, etc...). As imagens geradas nesses negativos e positivos, embora pequenas, podem ser ampliadas de forma digital ou analógica.
Fonte: UFMG

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Digitalizando negativos com a ajuda do Photoshop


Para transformar um negativo em fotografia digital, vamos precisar dos seguintes materiais:
·         Câmera digital (qualquer uma);
·         Tripé ou um bom apoio para a câmera;
·         Qualquer plástico/acrílico leitoso;
·         Negativo.
Posicione a câmera sobre o tripé e a coloque na função “macro” no caso de compacta.
Fixe o negativo sobre a base de plástico.
Coloque o plástico com o negativo em frente a uma janela onde haja boa incidência de luz.
Enquadre bem a fotografia que deseja reproduzir, regulando a câmera com a melhor qualidade e definição possível.
Agora vamos ao Photoshop:
Abra a imagem registrada no Photoshop.
Tecle Ctrl + M
Abrirá a ferramenta curvas.
Na caixa “Predefinição” da janela aberta, selecione “negativo” e clique em “Ok”.
Está pronta sua fotografia digital a partir de um negativo.
Aí é só fazer mais testes com a regulagem da câmera e até outras formas de fotografar o negativo até chegar ao melhor resultado. Boas fotos!

Você sabe quanto tempo dura uma câmera digital?

Uma das maiores vantagens das câmeras digitais é que se pode fotografar à vontade, sem a preocupação com o preço de filme ou revelação. A consequência disso é que muito mais gente passou a tirar dezenas de milhares de fotos em pouco tempo, algo que na época do filme só os profissionais faziam. E passaram a ter que prestar atenção em uma especificação técnica que até então só era preocupante para os profissionais: a expectativa de vida da câmera.
Há dois tipos de desgaste que normalmente ocorre nas câmeras:
- Eletrônico, no caso das amadoras compactas.
- Eletrônico e mecânico no caso das reflex e profissionais.
Indo direto ao que interessa, as amadoras compactas mais comuns duram de 4.000 a 17.000 fotos, dependendo da marca, e as profissionais de 100.000 a 300.000 fotos. Daí o porquê de algumas diferenças de preços que encontramos em maquinas que “fazem a mesma coisa”. Uma boa dica para o público em geral é evitar tirar muitas fotos de cenas muito claras como o pôr do sol, por exemplo, pois o excesso de luz diminui a vida útil do sensor da câmera. Do mais, sempre mantenha sua câmera limpa e com as baterias carregadas e boas fotos.